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Economia·10 fontes Análise ArgosAtualizado · 3h atrás

Crise do Ueno Bank no Paraguai leva protestos a Assunção e pressiona o presidente Santiago Peña

O Banco Central do Paraguai (BCP) iniciou um processo de resolução do Ueno Bank, banco digital com cerca de 3 milhões de clientes, após identificar insuficiência no índice de solvência.

Esquerda 13%Centro 50%Direita 25%

Resumo da cobertura

  • O Banco Central do Paraguai (BCP) iniciou um processo de resolução do Ueno Bank, banco digital com cerca de 3 milhões de clientes, após identificar insuficiência no índice de solvência. Segundo VEJA Economia, o indicador ficou abaixo de 50% do mínimo exigido. A decisão foi tomada na segunda-feira (2) e anunciada na terça-feira (3), quando o presidente do BCP, Carlos Carvallo, renunciou. Carvallo afirmou que permanecerá no cargo enquanto os procedimentos de resolução forem conduzidos. Clientes ficaram sem acesso ao dinheiro depositado e se reuniram diante de agências fechadas. Segundo a Revista Forum, na noite de terça-feira, correntistas e aposentados protestaram diante do Congresso Nacional e da residência presidencial, e a Polícia Nacional conteve manifestantes que tentaram avançar sobre o prédio do Congresso. Parlamentares da oposição começaram a recolher assinaturas para um pedido de impeachment contra Peña e o vice Pedro Alliana, segundo a Revista Forum. O banco, controlado pelo Grupo Vázquez, mantinha entre US$ 800 milhões e US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo cerca de US$ 380 milhões ligados ao fundo estatal de previdência e saúde. Peña foi sócio comercial do grupo controlador até março de 2025, segundo Metropoles Mundo e Terra; a Revista Forum cita abril de 2025 como data da saída da Ueno Holding.
  • O Ministério Público foi acionado: InfoMoney Geral e Agência Brasil Internacional dizem que ele solicitou a abertura de investigação criminal, enquanto Metropoles Mundo afirma que o órgão determinou a prisão de dirigentes ligados à instituição. O Banco Central afirma que o caso é isolado e que a garantia de depósitos cobre até 75 salários mínimos, valor que varia entre US$ 38 mil (Metropoles Mundo) e US$ 39 mil (Agência Brasil Internacional). Peña rejeita acusações de favorecimento. O impeachment depende de aprovação por dois terços da Câmara e de julgamento pelo Senado, segundo a Revista Forum.
Resumo do Argos a partir de 10 matérias

Como cada lado titulou

Como cada lado cobriu

Esquerda

Leitura apenas da Revista Forum, veículo de esquerda. Seu título fala em “população vai às ruas e ameaça derrubar presidente Santiago Peña após quebra do Ueno Bank”, com foco nas manifestações e na ameaça ao governo. O texto compara o caso ao “Banco Master paraguaio” e menciona a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) como contexto em que o Paraguai foi apresentado por setores bolsonaristas como alternativa, além de descrever o país como “frequentemente exaltado por seus baixos impostos e ambiente favorável ao mercado”. A matéria destaca as ruas (“centenas de pessoas às ruas de Assunção”), o pedido de prisão de Peña e o vínculo de Peña com antigos sócios do banco. Como é o único veículo deste campo monitorado, a leitura não representa o campo como um todo.

Centro

Dois veículos de centro: Metropoles Mundo e Terra Noticias. Os títulos usam termos de desfecho: Metropoles Mundo publicou “Presidente do BC do Paraguai cai após maior banco digital do país quebrar” e Terra Noticias publicou “Saiba quem é presidente ligado a banco que colapsou”. Por isso, “quebrar” e “colapsou” são termos de desfecho, da mesma natureza de “quebra do Ueno Bank” e “ameaça derrubar” criticados na leitura de esquerda, e não formulações neutras. A linha fina do Metropoles Mundo usa “grave insuficiência de capital” e fala em “preocupação entre milhões de clientes”. O Terra Noticias concentra o enquadramento em Peña: o título pergunta “Paraguai é governado pela direita ou esquerda?” e o texto diz que ele “foi investidor do banco até março de 2025” e que “foi Peña quem nomeou Carlos Carvallo”, vindo do comando do Ueno. O Terra também registra o partido Colorado como “de direita”. O Metropoles Mundo informa que o Ministério Público determinou a prisão de dirigentes, enquanto outras fontes falam em pedido de investigação criminal.

Direita

Dois veículos de centro-direita: VEJA Economia e InfoMoney Geral. Os títulos tratam a crise como problema de governo. InfoMoney Geral: “Crise bancária vira problema para Peña após bloqueio de depósitos no Paraguai”. VEJA Economia: “Crise de banco com 3 milhões de clientes abala governo no Paraguai”. Ambos destacam o impacto político sobre o presidente e os números de clientes e bloqueio de depósitos. A VEJA também publicou “O que se sabe sobre a crise em um dos maiores bancos do Paraguai”, uma chamada explicativa. A InfoMoney Geral enfatiza os protestos de “centenas de correntistas e aposentados” e a renúncia de Carvallo em “Presidente do BC do Paraguai renuncia após procedimento de resolução para banco local”. No texto, a InfoMoney diz que o caso “está colocando à prova a reputação que ajudou o Paraguai a se tornar um dos destinos emergentes da América do Sul para o capital estrangeiro”. A VEJA descreve a intervenção como anúncio do BCP e o texto aponta o questionamento sobre as relações entre controladores e integrantes do governo.

Análise gerada pelo Argos

10 matérias