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Democratas vencem eleições legislativas nos EUA; petróleo cai 8,66% e Ibovespa sobe 1,23%

Nas eleições legislativas de meio de mandato dos EUA, realizadas na terça-feira (3), os democratas conquistaram maioria no Senado e na Câmara, e Donald Trump reconheceu o resultado.

Esquerda 20%Centro 30%Direita 40%
Democratas vencem eleições legislativas nos EUA; petróleo cai 8,66% e Ibovespa sobe 1,23%

Resumo da cobertura

  • Nas eleições legislativas de meio de mandato dos EUA, realizadas na terça-feira (3), os democratas conquistaram maioria no Senado e na Câmara, e Donald Trump reconheceu o resultado. Na quarta-feira (4), o barril do Brent fechou a US$ 94,62, queda de 8,66% segundo a Fórum, a Agência Brasil e o InfoMoney; a VEJA cita queda de 8,7% e usa "quase 9%" no título. O WTI recuou 8,29%, a US$ 88,12. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 3,03%, a 53.356,12 pontos, o S&P 500 ganhou 1,58% e o Nasdaq, 1,44%.
  • No Brasil, o Ibovespa subiu 1,23%, aos 167.563,47 pontos, interrompendo seis quedas seguidas. As ações da Petrobras caíram com o petróleo (PETR4 -7,08%, PETR3 -7,64%). O dólar fechou a R$ 5,45, em queda de 0,64%. O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, segundo a Agência Brasil e o InfoMoney, após o fechamento do pregão. Os juros dos títulos prefixados do Tesouro Direto também caíram, com o Prefixado 2032 a 15,23%.
Resumo do Argos a partir de 15 matérias

Como cada lado titulou

Como cada lado cobriu

Esquerda

Os dois veículos de esquerda e centro-esquerda relacionaram a queda do petróleo à eleição americana. A Revista Fórum colocou a derrota de Trump no título: "Preço do petróleo despenca mais de 8% após derrota de Trump nos EUA". No corpo do texto, a Fórum afirma que a vitória democrata pode fazer com que o presidente americano "enfrente maior resistência à continuidade da guerra contra o Irã", e cita analistas que avaliam a possibilidade de negociações e a de nova escalada. A UOL, com "Preços do petróleo despencam após vitória democrata no Congresso dos EUA", destacou a vitória democrata e as "expectativas de uma desescalada no Oriente Médio". A leitura do campo vem apenas desses dois veículos.

Centro

Os veículos de centro trataram o fato sobretudo pelo lado dos mercados. O Valor titulou que "Dow Jones dispara e tem o melhor dia desde abril de 2025 após as 'midterms'" e, no Ibovespa, associou a alta a "alívio externo e expectativa de anúncio fiscal". A Terra priorizou "Wall St fecha em alta após vitória dos democratas" e a queda das ações de data centers, com receio de regulação da inteligência artificial. Os dois textos do Metropoles focaram o dólar, "em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,45", e a bolsa, "sob expectativa da Selic e pós-eleição nos EUA". O reconhecimento do resultado por Trump aparece no corpo do Valor e da Terra; o petróleo surge como pano de fundo.

Direita

Os quatro veículos de direita e centro-direita enfatizaram a "onda azul" de Wall Street e o alívio nos mercados. O Money Times usou "Wall Street salta com 'onda azul' no Congresso" e "Ibovespa acompanha 'onda azul' de Wall Street e sobe 1%; dólar cai". A VEJA Economia pôs a guerra no centro da leitura do petróleo: "Petróleo cai quase 9% e fica abaixo de US$ 100 com expectativa de fim da guerra no Irã". No corpo, a revista traz a estrategista da Nomad, para quem o resultado "reduz as chances de mudanças econômicas bruscas". A Suno destacou "Petrobras (PETR4) despenca 7%" e a InfoMoney, "Ações de Petrobras, PRIO e de mais petroleiras perdem até 9%", além de taxas do Tesouro que "despencam até 38 pontos-base em dia de pausa na Selic". O efeito sobre as petroleiras e os juros tem mais peso nesse campo que a reação das bolsas americanas.

Análise gerada pelo Argos

15 matérias