PL deve oficializar Marinho ao Senado; decisão sobre a Câmara fica para a próxima semana
Em 3 de novembro de 2026, lideranças do PL trataram das eleições para as Mesas Diretoras do Congresso, marcadas para 1º de fevereiro de 2027.

Resumo da cobertura
- Em 3 de novembro de 2026, lideranças do PL trataram das eleições para as Mesas Diretoras do Congresso, marcadas para 1º de fevereiro de 2027. Segundo o Poder360, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido oficializará na quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, após reunião de líderes na sede da legenda, em Brasília. A CNN Brasil informou que parlamentares do PL preveem o anúncio para esta quarta, após reunião com senadores marcada para as 11h. Nenhuma das fontes confirma que o anúncio já ocorreu. Na Câmara, a posição do PL sobre apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou lançar candidatura própria segue indefinida: o Terra diz que o partido definirá sua posição na próxima semana. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que prefere abrir mão da presidência da CCJ a apoiar Motta; segundo o Poder360, a posição é pessoal e não uma decisão da bancada. O Novo anunciou candidatura própria à presidência da Câmara, por meio do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).
- No Senado, Marinho disse à JOTA que ele e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) têm acordo para não disputar a presidência « um contra o outro ». Segundo a VEJA Brasil, Tereza não confirmou o acordo e reiterou o desejo de ser a primeira mulher a presidir a Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca a reeleição; o Estadão afirma que a federação União-PP declarou apoio a ele. A VEJA Brasil diz que a eleição exige 41 votos e que o PL, com a maior bancada, depende de adesões externas. O Estadão cita 29 senadores para o PL a partir de 2027. Uma informação de prazo e de número de deputados atribuída ao Poder360 não aparece no texto disponível e foi retirada deste resumo.
Como cada lado titulou
Como cada lado cobriu
Dois veículos de centro-esquerda compõem o campo: Folha Poder (uma matéria) e UOL Notícias (três matérias). A leitura vem só de manchete e linha fina. A Folha Poder destaca o desconforto de senadores do PP: « PP se irrita com ataques a Tereza Cristina após acordo com Rogério Marinho por chefia do Senado », com foco nos ataques atribuídos a bolsonaristas à senadora. O UOL enquadra o caso como disputa interna do PL, com falas diretas de seus líderes: « Sóstenes Cavalcante: PL é uma grife nacional; não vamos jogar nome na lama sem contrapartida » e « Nikolas: Entre abrir mão da CCJ e manter coerência, prefiro abrir mão da CCJ ». A manchete « Motta e Alcolumbre reforçam aproximação com o governo e vão a evento sobre mulheres » traz a data 11/03/2026 na linha fina e não trata da disputa de novembro, por isso ficou fora desta leitura. O campo se concentra nas tensões dentro da direita e no PP, com pouco texto disponível para comparação.
Cinco veículos de centro (Poder360 com quatro matérias, Terra Noticias com duas, e JOTA, CNN Brasil e Metropoles Brasil com uma cada). O Poder360 usa « PL lançará Marinho ao Senado e adiará decisão sobre Câmara, diz Sóstenes », atribuindo a informação ao líder do PL. A CNN Brasil usa « PL deve anunciar Marinho ao Senado e decisão sobre Câmara segue indefinida », com verbo no futuro e base em previsão de parlamentares. O JOTA põe o acordo entre Marinho e Tereza no título: « Marinho diz que ele e Tereza Cristina não disputarão presidência um contra o outro », a única manchete do campo centrada na relação entre os dois. O Terra explica a posição de Nikolas pela necessidade de « manter a coerência e a identidade da direita » e diz que o PL deve « assegurar contrapartidas ao seu eleitorado e preservar sua imagem ». O Metropoles Brasil usa o verbo « renega » em « Nikolas defende nome de direita na sucessão da Câmara e renega Hugo Motta », o mais carregado entre os títulos do campo. O Poder360 também destaca que o PL calcula ter direito a « 7 comissões permanentes » e que o Novo terá « candidatura própria ». O campo trata o tema como negociação em aberto, com muitos verbos de previsão.
Três veículos de direita e centro-direita, com cinco matérias: Gazeta do Povo Republica (direita, duas matérias), Estadão (centro-direita, uma) e VEJA (centro-direita, duas: VEJA Politica e VEJA Brasil). O enfoque é mais a disputa pelo Senado e o papel de Davi Alcolumbre e Tereza Cristina do que a Câmara. O Estadão pergunta « Davi Alcolumbre terá que duelar com Tereza Cristina pela presidência do Senado? » e, na linha fina, fala em 'Modo Lula' para tentar seguir no comando; o texto diz que Tereza tem apoio de senadores do PL e trânsito com ministros do STF. A VEJA Politica destaca a dúvida interna: « Dentro do próprio PL pode haver traição, diz cientista político sobre eleição em 2027 », com base em resumo de vídeo de um cientista político. A VEJA Brasil liga a dificuldade de Marinho à « derrota de Flávio » para Lula. A Gazeta do Povo traz dois ângulos: « Poderoso do Centrão, Arthur Lira já se movimenta para ter protagonismo no Senado », com adjetivo que personaliza o tema, e « Davi Alcolumbre acena com anistia a Bolsonaro para garantir comando do Senado », que trata de anistia a condenados do 8 de janeiro e menciona resistência do PT e do STF. Este último ângulo não é sobre a candidatura de Marinho.
