TSE admite ação do Novo contra chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder político
Em 5 de novembro de 2026, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral no TSE, admitiu a ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) apresentada pelo partido Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), reeleitos em 2026.
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Resumo da cobertura
- Em 5 de novembro de 2026, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral no TSE, admitiu a ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) apresentada pelo partido Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), reeleitos em 2026. O Novo acusa o governo de usar a máquina estatal a seu favor ao editar atos normativos que criaram ou ampliaram benefícios, como o reajuste do Bolsa Família, e pede a cassação dos diplomas e a inelegibilidade de ambos por oito anos. Segundo a ação, foram 35 atos normativos editados entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026, dos quais 12 no período eleitoral, conforme o Terra Notícias.
- A defesa tem cinco dias para se manifestar. Depois, Cueva decidirá se encerra o processo ou se o instrui, com oitiva de testemunhas e coleta de provas. As estimativas de custo divergem: a DW Brasil cita R$ 99,7 bilhões e a VEJA, um impacto estimado de R$ 73 bilhões. A frase de R$ 100 bilhões é uma declaração do presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, e não uma estimativa de custo. Terra e InfoMoney divergem sobre a natureza do abuso acusado, que aparece como político em uma parte das manchetes e como econômico em outra. Segundo o Valor Econômico, a admissão não significa que a chapa será julgada nem que foram vistos indícios de crime eleitoral.
Como cada lado titulou
Como cada lado cobriu
Folha Poder (centro-esquerda) e UOL Notícias (centro-esquerda, duas matérias) enquadram o fato pelo procedimento. A Folha titula “TSE admite ação contra chapa Lula-Alckmin para apurar abuso de poder político durante as eleições”, e o UOL, “TSE abre ação contra chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político” e “TSE aceita ação do Novo e pede informações à chapa Lula-Alckmin”. Nas manchetes e chamadas publicadas, não aparecem cifras do programa questionado nem a versão da defesa. A leitura vem só dessas duas fontes, com acesso apenas a manchete e chamada truncada.
Os seis veículos de centro (DW Brasil, G1 Política, Terra Notícias, Valor Econômico, CNN Brasil e Metropoles Colunas) descrevem o rito. A DW titula “TSE aceita ação que pode levar à cassação da chapa Lula-Alckmin”, o G1 “TSE admite ação do Novo contra Lula e Alckmin por abuso de poder político” e a CNN “TSE aceita ação do Novo contra Lula e Alckmin por abuso de poder político”. Destacam o prazo de cinco dias para a defesa, citado pela Terra (“dando cinco dias para a defesa se manifestar”) e pelo Valor (“chapa eleita terá cinco dias para se manifestar”), e o pedido de cassação, presente no Metropoles (“que pede cassação da chapa”). A Terra publica ainda uma segunda matéria com “abuso de poder econômico” no título.
VEJA Politica (centro-direita) e InfoMoney Geral (centro-direita) cobrem o fato com focos diferentes. A VEJA titula “TSE admite ação do Novo contra chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político” e, no texto, destaca o impacto estimado de R$ 73 bilhões, a fala de Eduardo Ribeiro, o reajuste do Bolsa Família anunciado às vésperas do primeiro turno e o argumento de “possível desvio de finalidade”. O InfoMoney titula “TSE aceita ação contra chapa Lula-Alckmin por abuso de poder econômico” e, no texto, contextualiza com as outras 28 ações de investigação eleitoral ligadas a Lula e a Flávio Bolsonaro.
