PL oficializa Rogério Marinho à presidência do Senado; Tereza Cristina mantém candidatura própria
Em 4 de novembro de 2026, o PL oficializou, em reunião na sede do partido em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado.

Resumo da cobertura
- Em 4 de novembro de 2026, o PL oficializou, em reunião na sede do partido em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, para o biênio 2027–2028, e Marinho enfrentará o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a recondução. Segundo o Brasil de Fato, o PL terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores, mas são necessários 41 votos entre os 81 senadores. Marinho afirmou ter mais de 40 apoios, número que as fontes não confirmam.
- A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém candidatura própria, e o PL busca entendimento com ela para evitar a divisão dos votos da direita. As fontes divergem sobre a relação entre os dois: a Folha fala em “acordo com Rogério Marinho por chefia do Senado”, enquanto o UOL afirma que Marinho negou haver acordo fechado com Tereza Cristina e que ele será definido no futuro. O JOTA cita Marinho dizendo que os dois não disputarão “um contra o outro”. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), criticou ataques da direita a Tereza Cristina. Marinho também afirmou que não haverá pauta de impeachment de ministros do STF, mas deixou aberta a possibilidade de apoiar pedidos caso haja crime de responsabilidade. Na Câmara, o PL ainda não definiu posição sobre a sucessão de Hugo Motta, e o Novo anunciou candidatura própria.
Como cada lado titulou
Como cada lado cobriu
Os três veículos de esquerda e centro-esquerda (Folha Poder, UOL Notícias e Brasil de Fato) somam nove textos: UOL Notícias com seis, Folha Poder com dois e Brasil de Fato com um. O Brasil de Fato é o único do campo a colocar a anistia no título: “PL oficializa candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado para destravar anistia a golpistas”. A Folha destaca o atrito interno: “PP se irrita com ataques a Tereza Cristina após acordo com Rogério Marinho por chefia do Senado”, e no título afirma a existência de acordo. O UOL concentra-se em falas de lideranças, como Sóstenes Cavalcante (“PL é uma grife nacional; não vamos jogar nome na lama sem contrapartida”) e Marinho (“Marinho reitera candidatura, diz ter pelo menos 40 votos e critica Alcolumbre”). Em uma de suas matérias, o UOL registra que Marinho “negou haver um acordo com Tereza Cristina”. Assim, o campo relata os mesmos fatos com ênfases diferentes: anistia (Brasil de Fato), disputa com o PP (Folha) e falas de bastidor (UOL).
Os oito veículos de centro somam 23 textos. Terra Notícias e Poder360 publicam o maior número, seis cada, seguidos por CNN Brasil e Metrópoles (três cada), Valor Econômico (dois) e Congresso em Foco, G1 e JOTA (um cada). A maioria dos títulos é informativa, como “PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado” (Metrópoles) e “Rogério Marinho lança candidatura à presidência do Senado pelo PL” (G1). A anistia aparece no título do Congresso em Foco (“PL lança Rogério Marinho ao Senado com promessa de destravar anistia”) e a divisão da oposição, no do Valor (“Com oposição dividida, PL lança candidatura de Marinho”). O Valor também destaca Tereza Cristina: “líder do PL condena ataques a Tereza Cristina”. O Metrópoles enquadra a aliança como estratégia (“Marinho costura aliança com Tereza Cristina para ‘derrotar Alcolumbre’”). O Poder360 publica a expressão “fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil” em um título, termo que não aparece em outros veículos do centro, e outra matéria descreve a voz embargada de Marinho durante a reunião.
Os quatro veículos de direita e centro-direita (Gazeta do Povo, InfoMoney, Estadão e VEJA) somam 11 textos: VEJA com quatro, Gazeta do Povo com três, InfoMoney e Estadão com dois cada. A VEJA aborda a derrota de Flávio Bolsonaro e os riscos internos à candidatura: “Com Flávio nos EUA, Marinho lança candidatura à presidência do Senado para enfrentar Alcolumbre” e “Dentro do próprio PL pode haver traição, diz cientista político”. A Gazeta do Povo destaca Alcolumbre, com o título “Davi Alcolumbre acena com anistia a Bolsonaro para garantir comando do Senado”. O Estadão titula “Davi Alcolumbre terá que duelar com Tereza Cristina pela presidência do Senado?”, e a expressão “Modo Lula” aparece no subtítulo da matéria, não no título. O InfoMoney, com a fala de Pedro Lupion (“Tereza Cristina e Rogério Marinho não vão se enfrentar”), enfatiza a unidade da direita. As leituras deste campo vêm sobretudo de títulos e subtítulos.
