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Protestos e greve nacional na França fecham Torre Eiffel e levam a confrontos com a polícia em Lyon

Nesta quinta-feira, 5 de novembro, sindicatos e grupos estudantis convocaram nova onda de protestos e greve nacional na França contra o custo de vida, a precariedade dos serviços públicos e a situação da educação.

Esquerda 25%Centro 42%Direita 25%
Protestos e greve nacional na França fecham Torre Eiffel e levam a confrontos com a polícia em Lyon

Resumo da cobertura

  • Nesta quinta-feira, 5 de novembro, sindicatos e grupos estudantis convocaram nova onda de protestos e greve nacional na França contra o custo de vida, a precariedade dos serviços públicos e a situação da educação. A mobilização ocorre a cerca de cinco meses da eleição presidencial e desafia o governo de Emmanuel Macron. O governo mobilizou cerca de 70 mil policiais. Em Lyon, a polícia usou gás lacrimogêneo e avançou contra manifestantes; em Paris, estudantes bloquearam uma rua com lixeiras e enfrentaram a polícia de choque. Uma escola de ensino médio perto de Toulouse foi incendiada, segundo a BFM TV. A Torre Eiffel foi fechada ao público durante a greve, segundo o site oficial do monumento.
  • A greve afetou escolas e transportes. Segundo o Estadao, a mobilização dos trabalhadores contribuiu para uma redução de 2,4 gigawatts na produção de energia nuclear francesa, e a estatal EDF informou que sindicatos do setor elétrico também devem aderir à paralisação. O Ministério da Educação informou que 17,5% dos professores da rede pública de ensino fundamental devem aderir à greve. Segundo a Reuters, citada pelo InfoMoney, a França transferiu de última hora a reunião de ministros das Relações Exteriores do G7 de Marselha para Paris. As estimativas de público divergem: o Metropoles citou a previsão de 700 mil pessoas, e o Estadao, uma estimativa do serviço de inteligência interna entre 500 mil e 700 mil.
Resumo do Argos a partir de 16 matérias

Como cada lado titulou

Como cada lado cobriu

Esquerda

Os dois veículos de centro-esquerda, Folha Mundo e UOL Notícias, concentraram o enquadramento nos confrontos de rua. A Folha titulou “Manifestantes voltam às ruas da França e entram em confronto com policiais; Torre Eiffel é fechada” e destacou que os protestos “levaram milhares de pessoas às ruas”, com confrontos em Lyon. O UOL Notícias usou “Polícia entra em confronto com manifestantes na cidade francesa de Lyon”. Só a Folha inclui o fechamento da Torre Eiffel no título.

Centro

Os três veículos de centro trataram a greve e o fechamento da Torre Eiffel como eixo central. O Metropoles titulou “Torre Eiffel é fechada após novos protestos e greve geral na França” e citou a previsão de 700 mil pessoas e a convocação de 70 mil policiais. A CNN Brasil usou “Torre Eiffel é fechada em meio a greve nacional e protestos na França” e ressaltou que os protestos ocorrem após a “pior onda de distúrbios civis” em anos. O Terra Notícias, com “Polícia entra em confronto com manifestantes na cidade francesa de Lyon”, destacou o confronto e os impactos em energia, escolas e pontos turísticos.

Direita

Os três veículos de centro-direita, InfoMoney Geral (em duas matérias), VEJA Mundo e Estadao, combinaram a pressão política sobre Macron com a violência. O InfoMoney titulou “Na França, greves e protestos hoje ampliam pressão sobre governo Macron” e informou que grande parte da violência foi atribuída a vândalos mascarados. A VEJA, com “Polícia entra em confronto com manifestantes em Lyon durante novos protestos na França”, relacionou a jornada aos tumultos de 17 de outubro e às críticas à condução da crise. O Estadao titulou “Torre Eiffel é fechada em Paris por conta de novos protestos e greve geral na França” e colocou no subtítulo “Falta de liderança dificulta negociação em protestos na França”.

Análise gerada pelo Argos

16 matérias