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Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade; Flávio Bolsonaro vota remotamente dos EUA

O Senado aprovou na terça-feira (3) a PEC da Segurança Pública, a PEC 18/2025, por 73 votos a zero no primeiro turno e 75 a zero no segundo.

Esquerda 22%Centro 50%Direita 22%
Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade; Flávio Bolsonaro vota remotamente dos EUA

Resumo da cobertura

  • O Senado aprovou na terça-feira (3) a PEC da Segurança Pública, a PEC 18/2025, por 73 votos a zero no primeiro turno e 75 a zero no segundo. O texto segue para promulgação e, segundo a Agência Senado, estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias. A PEC amplia a integração entre os órgãos de segurança, e o Poder360 informa que a criação do Ministério da Segurança Pública será anunciada depois da promulgação. O ministro Alexandre Silveira (PSD) é apontado como o principal cotado para a pasta.
  • O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil para os Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial, votou a favor da PEC de forma remota, em sessão semipresencial. Segundo o líder do PL, Carlos Portinho, Flávio trocou o número de celular e habilitou o aparelho para votar por chamada de vídeo. A data da saída varia entre as fontes: 27 de outubro segundo a Revista Fórum e 28 de outubro segundo a Agência Senado. Na mesma sessão, o plenário aprovou por 38 a 36 o requerimento para separar o tema da redução da maioridade penal, que seguirá em outra proposta. Flávio votou contra esse requerimento. Na quarta-feira (4), o líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), pediu a anulação do voto, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que analisará a questão. O governo argentino negou à CNN Brasil ter ajudado Flávio a sair do país.
Resumo do Argos a partir de 33 matérias

Como cada lado titulou

Como cada lado cobriu

Esquerda

Os veículos de esquerda e centro-esquerda (Revista Fórum, UOL Notícias, Folha Poder e Intercept Brasil) concentraram-se em dois eixos: a presença de Flávio na votação e o alcance institucional da PEC. A Revista Fórum destacou a situação de Flávio como foragido no título ‘Mesmo foragido, Flávio Bolsonaro vota na PEC da Segurança no Senado’ e, em outro texto, tratou das doações recebidas pela campanha dele após a derrota, com cerca de R$ 1,1 milhão em novas doações. A Folha Poder usou ‘Flávio Bolsonaro registra presença e vota em sessão do Senado após fugir para os EUA’, em que o verbo ‘fugir’ descreve a saída do país. O UOL Notícias focou a PEC e seus efeitos: ‘PEC da Segurança Pública amplia atuação da PF e da PRF’ e ‘PEC da Segurança abre caminho para novo ministério de Lula’, este último ligando a proposta à futura pasta do governo. O Intercept Brasil enquadrou a fuga pelo ângulo político, com ‘Fuga de Flávio Bolsonaro repete roteiro de generais golpistas’, e na linha fina chamou a carta de Flávio de ‘golpista’. A leitura do campo é, portanto, mais voltada à situação de Flávio e a implicações políticas, enquanto a dimensão de segurança aparece sobretudo no UOL.

Centro

Os veículos de centro cobriram a PEC por ângulos variados. A CNN Brasil tratou da implementação com ‘PEC da Segurança: o que falta para mudanças saírem do papel’, dizendo que a aprovação não significa mudanças imediatas. O Metrópoles (Colunas) publicou ‘Em aceno à direita, Alcolumbre indica que protegerá mandato de Flávio’, baseado em relatos de bolsonaristas sobre os bastidores. O Terra, em ‘Entenda como Flávio Bolsonaro participou de votação no Senado mesmo após fugir para os EUA’, colocou a linha fina em torno de ‘Flávio vota a favor da PEC do governo’, e no resumo da matéria usou ‘Mesmo foragido nos EUA e descumprindo ordem judicial’. O Valor Econômico chamou Flávio de ‘senador foragido’ ao tratar do pedido de Randolfe para anular o voto. O IstoÉ destacou que o parlamentar ‘já acumula ausências não justificadas’. O Poder360 focou a futura pasta com ‘Silveira é cotado para comandar novo Ministério da Segurança Pública’. O G1 registrou que ‘Flávio Bolsonaro deixou o país sem comunicação ao Senado’. O Metrópoles Mundo trouxe a cobrança do deputado americano Robert Garcia por deportação de Flávio, e a CNN Brasil publicou a negativa do governo Milei. O Congresso em Foco tratou do tema pela ótica da soberania nacional.

Direita

Os veículos de direita e centro-direita (Gazeta do Povo, Estadão, VEJA e InfoMoney) tiveram enquadramentos mais descritivos da votação, com diferenças de ênfase. A Gazeta do Povo publicou ‘Nos EUA, Flávio vota a favor da PEC da Segurança’, em tom factual, e, em outro texto, ‘Flávio usará conferência mundial da direita para consolidar posição de dissidência expatriada’, com foco na articulação internacional de Flávio. O Estadão trouxe ‘Após fuga, veja como Flávio Bolsonaro votou na PEC da Segurança’ e ‘Lula comemora aprovação da PEC da Segurança no Senado e reforça promessa de criar ministério’, dando voz ao presidente. A VEJA publicou ‘Por que Flávio Bolsonaro voltou a votar no Senado mesmo após deixar o Brasil’, com a avaliação de um editor de que a participação mostra que ele ‘continua politicamente ativo’, e ‘Oposição home office de Flávio Bolsonaro pode funcionar? O que diz cientista político’, com a fala de um cientista político sobre a oposição a partir dos EUA. O InfoMoney, em ‘Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade; veja o que muda no combate ao crime’, enfatizou a unanimidade e a leitura de que ‘o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu aprovar uma de suas principais propostas para a área de segurança pública’. A votação de Flávio aparece nesses veículos sem o adjetivo ‘foragido’.

Análise gerada pelo Argos

33 matérias